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Londres, 17 de julho
Primeiro dia de Londres. Tão diferente de Paris: a exuberância francesa dá lugar à fleuma britânica. Ao chegarmos no nosso bed & breakfast, o Limegrove Hotel (101, Warwich Way, perto da Victoria Station), que paguei com dez meses de antecedência para garantir o preço de £540 por nove noites, uma surpresa: se da última vez em que lá estivemos pareceu um pouco decrépito (mas mesmo assim valendo a pena por causa do preço camarada), agora o encontramos totalmente renovado, paredes pintadas, quadros pendurados, etc. Um único defeito: quarto apertado.
Para utilizar os transportes de Londres, não deixe de adquirir o cartão Oyster: você pode carregá-lo em guichês ou máquinas ou mesmo pela Internet e andar à vontade pelo metrô e ônibus. Por mais que você utilize os transportes, não pagará por dia mais do que um teto de 8 libras e, se evitar o horário do rush matinal (4:30 às 9:30 de segunda a sexta), o teto é ainda menor (£6,60 nas zonas 1 e 2, que abrangem quase todos os locais turísticos).
A rede de metrô é ainda mais intricada que a parisiense, mas a orientação é mais fácil: as linhas têm nomes (Circle Line, Victoria Line...) e as direções são southbound (sul), northbound (norte), eastbound (leste), westbound (oeste). Elementar, não? Não tem cheiro de urina nas galerias, os londrinos não pulam a catraca pra não pagar passagem e não tem artistas de rua se apresentando nos vagões como em Paris.
Hoje, domingo, é dia dos oradores exercerem sua liberdade de expressão no Speaker’s Corner, no Hyde Park (estação de metrô Marble Arch). Não sei se por causa do tempo chuvoso ou porque já estava tarde (quase meio-dia), apenas um orador, um pregador cristão negro que se dizia seguidor do método socrático de fazer perguntas para obter respostas, enfrentava os contra-argumentos dos céticos e ateus e as chacotas dos engraçadinhos. Pois faz parte da tradição do Speaker’s Corner que engraçadinhos (alguns já meio tocados pela cerveja) fiquem espicaçando e zoando os pobres oradores, arrancando risos da plateia.
Depois fomos de metrô (pretendíamos ir a pé, mas a chuva frustrou os planos) até o Museu de História Natural (estação de metrô South Kensington), que ocupa uma imponente construção vitoriana no estilo German Romanesque (românico alemão). No museu vimos um pouco de tudo: pedras e metais preciosos ou raros (um meteorito provindo de Marte, por exemplo), uma simulação de terremoto, um gigantesco esqueleto de baleia-azul e seu respectivo (e ainda mais gigantesco) modelo, animais empalhados da coleção histórica (alguns de espécies já extintas, como o dodô — hoje em dia o museu não pratica mais o empalhamento de animais), fósseis e fragmentos de dinossauros e outros seres pré-históricos.
Jantar no Pizza Hut, agora com salada grátis, mas refrigerante pago. Entre uma "atração" e outra a gente sempre caminha bastante para observar a cidade — a arte de flanar que abordo no meu Literatura & Rio de Janeiro.
Fizemos o passeio ao longo do Regent’s Canal” da pág. 264 do guia Eyewitness Travel de Londres (os Guias Ilustrados da Folha são traduções dessa série). Achei que, usando o guia original em vez da tradução portuguesa, as coordenadas seriam mais exatas e não nos perderíamos, mas me enganei. Mais de uma vez erramos de direção e tivemos de voltar atrás e corrigir a rota.
A vantagem desses passeios do guia é que nos conduzem até lugares inusitados fora das atrações turísticas mais óbvias. Desta vez percorremos a margem de um canal (que em certo trecho se chama Little Venice, Pequena Veneza), com barcos-moradias ancorados e vasos de flores, adentramos o Regent’s Park, subimos uma colina (Primrose Hill) de onde divisamos a silhueta dos prédios de Londres, percorremos um bairro sossegado ao norte que, por estar além do mapa da cidade vindo junto com o Guia, chamei de “fim do mundo”, e fomos parar no badalado Camden Market (na verdade, um complexo de mercados), uma mistura de feira hippie, mercado de pulgas, praça de alimentação e point ultrajovem, parte dele (o Stable Market) instalado num antigo complexo de estábulos da época em que predominava o transporte de tração animal. E, confirmando minha brincadeira de que chegamos no fim do mundo, deparamos com o pub The World’s End, que se autointitula “talvez o maior pub do mundo”.
Às sete e meia da tarde, tour pela área de Westminster (Old Westminster by Gaslight), sob chuva e frio (frio de inverno paulistano em pleno verão londrino — aquecimento global não chegou aqui). Os London Walks são uma instituição londrina, existem há décadas e são a melhor maneira de conhecer os segredos e meandros de Londres, seus pubs e fantasmas inclusive, se você tiver treinado seus ouvidos para entender o inglês britânico. Os guias não são aqueles guias de turismo convencionais, e sim especialistas nos assuntos, alguns autores de livros, outros também atores. Os passeios ocorrem sempre, vários por dia, faça chuva, neve ou sol. Cinco minutos antes quatro ou cinco gatos pingados aguardam no ponto de encontro. No último minuto, um bando de participantes, e às vezes o próprio guia, surgem do nada. O passeio custa oito libras, mas se no primeiro passeio você pagar dez libras recebe um Discount Walkabout Card e nos próximos pagará só seis.
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| Palácio de Westminster ao anoitecer |
O ponto de encontro do passeio foi uma das saídas da estação de metrô Westminster — os passeios sempre começam em saídas do metrô. No intervalo de sete às nove da noite nossa guia, Angela (uma atriz!) conduziu-nos pelo entorno do Palácio de Westminster e por um conjunto de ruelas "ocultas" do início do século XVII que vão dar no Smith Square, onde moraram celebridades como Lawrence da Arábia e com a velha iluminação a gás preservada (embora o acendedor de lampiões tenha dado lugar a um mecanismo automático). Após um pit-stop num pub tradicional, atravessamos até o outro lado do Thames (Tâmisa) pela Lambeth Bridge, de onde tivemos uma bonita vista do Palácio de Westminster ao anoitecer (foto acima), enquanto a guia contava como o rio já foi pestilento e, depois de um trabalho de despoluição, se tornou um dos rios urbanos mais limpos da Europa. Enfim retornamos à margem esquerda pela Westminster Bridge adiante.
Jantar no Pizza Hut de novo, com salada grátis.
Museu de Cera Madame Tussauds: uma instituição londrina que remonta à coleção de máscaras mortuárias de vítimas da Revolução Francesa e efígies de heróis e vilões trazidas por Madame Tussaud à Inglaterra no início do século XIX. As pessoas vão lá para se deixarem fotografar junto às réplicas de celebridades do cinema, dos esportes, da ciência, das artes, da política, como se convivessem de sua intimidade — a exemplo da minha foto acima junto com Isambard Kingdom Brunel, pioneiro da engenharia ferroviária, o meu boné contrastando com sua elegante cartola. Não venha ao Madame Tussauds sem ter comprado previamente o ingresso pela Internet. Senão você esperará (em julho, pelo menos, época de férias escolares) no mínimo duas horas na fila. Uma fila traiçoeira, labiríntica. Quando você pensa que está chegando na bilheteria descobre que ela prossegue num recinto novo, ou numa escada, ou em outro pavimento. O museu superlota e custa caro (£28,80), mas é diversão garantida com suas figuras, algumas tão reais que você confunde com pessoas de verdade, a câmara dos horrores (que diverte mais do que assusta), o Spirit of London, uma viagem de "trenzinho" pela história londrina, e agora o cinema em 4-D com projeção na cúpula do antigo planetário: ao 3-D que você já conhece (mas levado ao extremo) se acrescentam sensações como de água respingando, do chão tremendo, cutucadas nas costas, etc.
Depois andamos, andamos, andamos (um excelente método para se conhecer uma cidade): Marylebone adentro até Oxford Street (onde Mi passou uma hora na enorme e barateira loja de departamentos Primark enquanto eu zanzava pelo Hyde Park próximo enfrentando a chuva com minha poderosa capa impermeável — não venha para Londres sem capa de chuva), depois fazendo um corte transversal pelo boêmio bairro Soho e enfim jantando num restaurante de Chinatown (Kowloon Oriental Buffet, na Gerrard Street) onde você pode comer comida chinesa até estourar pelo preço fixo de £8,50 — a Mi enfim matou as saudades do arroz, alimento raro aqui na Europa (do feijão só mataremos as saudades quando retornarmos).
A chuva apertou: no início da noite a estação de metrô Covent Garden foi fechada por motivos de flooding, alagamento.
Segundo Samuel Johnson, quando um homem está cansado de Londres, está cansado da vida. Como não estamos cansados nem de uma coisa, nem da outra, visitamos o Museum of London (estação de metrô St. Paul’s, Barbican ou Moorgate), que conta a história dessa fascinante cidade, a maior de toda a Europa. Começa pela pré-história (London before London), passando pela Londres romana, as invasões anglo-saxônicas, a Londres medieval, guerras, a Peste que dizimou metade da população da cidade e o incêndio de 1666 que destruiu dois terços da cidade. No subsolo, a Londres moderna, do final do século XVII aos dias de hoje (até os Beatles estão lá). Se você gosta de Londres (e, consequentemente, da vida) vai gostar do museu.
Incrível a capacidade dos ingleses de montar museus "vivos", interativos, recriando ambientes inteiros, como um pleasure garden da segunda metade do século XVIII com um filminho projetado em diferentes cenários (paredes), ou trazendo para os museus peças enormes como (no caso do Museum of London) uma antiga cabine de elevador do Selfridge’s, um piso em mosaico da era romana encontrado em escavações, uma cela de prisão onde os prisioneiros matavam o tempo entalhando seus nomes ou desenhos nas paredes de madeira. Os textos explicativos têm a vantagem de ser em inglês (melhor que alemão, né?!) e são repletos de perguntas instigantes e informações interessantes.
Descemos em direção ao Thames passando pela St. Paul’s Cathedral e por uma área repleta de pubs, com montes de clientes na porta (mesmo o interior sendo tão aconchegante — seriam fumantes?). Atravessamos a Millenium Bridge, uma moderna ponte de pedestres, até a margem sul do rio, lá passamos pelas réplicas do Globe Theater de Shakespeare e do galeão Golden Hinde de Sir Francis Drake, retornamos para a margem norte pela London Bridge (uma ponte moderna, de 1972, quase no mesmo local daquela que os romanos construíram nos tempos antigos), matamos as saudades da Torre de Londres e do fish and chips e repetimos a fórmula pizza + salada grátis no Pizza Hut de Covent Garden.
Iniciamos a jornada londrina andando do hotel até a Tate Britain, museu dedicado à arte britânica em todas as épocas, preenchendo assim a lacuna deixada pelo Louvre (ver 14 de junho).
As obras não estão expostas em ordem cronológica, e sim por núcleos temáticos. Concentramo-nos nas obras clássicas, românticas e de influência impressionista, e saltamos as salas de arte moderna, da qual o museu possui vasto acervo. Dignos de nota o grupo Past and Present de Augustus Leopold Egg, The Fairy Lovers de Theodore Von Holst, as experiências de Turner com jogos de luz, fenômenos atmosféricos e a indistinção dos contornos, prenunciando a pintura moderna (algumas de suas obras talvez pareçam modernas por terem ficado inacabadas!)
Depois retornamos à monumental St. Paul’s Cathedral, a Catedral de São Paulo, que já havíamos visitado em viagem anterior (clique em Londres no menu da direita para ver o diário da viagem de 2009).
A frase de Samuel Johnson sobre Londres que lemos no London Museum (ver 20 de junho) despertou a vontade de conhecer a casa onde o autor do primeiro dicionário da língua inglesa — considerado o primeiro dicionário moderno, com milhares de citações literárias extraídas de sua “memória de computador” — residiu por alguns anos depois que assinou contrato com um editor para entregar o dicionário em três anos. Quando um amigo observou que quarenta membros da Academia Francesa levaram quarenta anos para compilar seu dicionário, Dr. Johnson respondeu que os ingleses estão para os franceses como três está para 1600 (=40 x 40). Mesmo assim, atrasou seis anos.
A Dr. Johnson’s House fica meio escondida numa pracinha acolhedora que se acessa através de um beco. No início do século XX, quando abrigava uma gráfica, foi descoberta por um magnata da imprensa que a adquiriu e restaurou como no tempo do Dr. Johnson. A visita dá a oportunidade de penetrar na intimidade dessa incrível figura humana, com memória fotográfica, que quando a mãe o trancava no quarto e dizia que só poderia sair depois de decorada a lição logo em seguida a seguia escada abaixo recitando o texto instantaneamente memorizado, que enchia a casa de amigos com medo de que a solidão o enlouquecesse, que legou uma renda anual de 70 libras (uma fortuna) a um filho de escravos que o serviu (devidamente remunerado) a vida inteira. As definições do dicionário de Johnson (do qual até hoje se edita uma antologia) são consideradas precisas pelos padrões modernos, mas algumas são pitorescas, como a de aveia: “Cereal que na Inglaterra geralmente se dá aos cavalos mas que na Escócia parece sustentar as pessoas.”
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| Monument (memorial às vítimas do Grande Incêndio de 1666), ponto de partida do London Walk de hoje |
Onze horas da noite da sexta-feira e as ruas centrais e o metrô ainda estão cheios como em pleno dia. Chove fino.
Amanheceu com o maior sol, e deu até para pegar um pouco de sol no meio do dia numa praça. Mas quem disse que o sol em Londres perdura?
Às sete e meia da tarde fizéramos um London Walk clássico, Haunted London, com um guia-ator de sotaque londrino que exigia um grande esforço para se entender e que nos conduziu por vielas remanescentes do traçado medieval da cidade e velhas igrejas em ruínas e ruas da City, enquanto contava histórias de arrepiar os cabelos de crimes e aparições.
À tarde revisitamos o Victoria and Albert Museum, que deve ser o maior museu de artes decorativas do mundo, onde já havíamos estado (duas vezes) na viagem anterior. Visitamos as duas British Galleries, 1500-1760 no Level 2 (2o piso) e 1760-1900 no Level 0 (subsolo), que mostram a evolução do design, decoração de ambientes e moda através dos séculos. Dignos de nota os quadros A naughty child e The Old Shepherd's Chief Mourner de Sir Edwin Landseer.
De manhã havíamos visitado a antiga casa de um dos maiores arquitetos ingleses, Sir John Soan, que morreu no ano em que a Rainha Vitória ascendeu ao trono, 1837. Era uma casa muito engraçada, cheia de espelhos, alguns ocultos, que ampliam a sensação de espaço, claraboias que deixam entrar a luz natural, uma biblioteca de 7 mil livros, uma picture room com um engenhoso sistema de “planos móveis” que permite alternar entre dois jogos de quadros, câmeras subterrâneas repletas de antiguidades. Antes de morrer seu dono legou a casa à nação, estipulando que fosse mantida no estado em que a deixou.
Último sábado da viagem. Visitamos a National Portrait Gallery (ao lado da National Gallery, em Trafalgar Square), uma coleção de retratos (quadros, algumas esculturas e modernamente algumas fotos também) das grandes personalidades — reis, rainhas, nobres, políticos, artistas, cientistas, militares... — da história britânica. Um museu assim não existe em nenhuma outra parte. Os britânicos têm uma tradição de retratismo, e além da beleza estética dos quadros — quanto mais antigos, mais bonitos: involução? — você lê as biografias dos retratados: um misto de máquina do tempo com revista de fofocas.
Após um lanche nas escadarias lotadas de Trafalgar Square, comprado num mercado próximo, fizemos um passeio a pé sugerido por nosso guia Eyewitness Travel: A Two-Hour Walk Through Mayfair to Belgravia. Os passeios do guia sempre duram bem mais que o tempo previsto (um passeio de duas horas acaba durando no mínimo três) e por vezes o texto é obscuro e você se perde por algum tempo, mas têm a virtude de levar você a lugares menos turísticos, menos manjados. O passeio começa pelo aristocrático bairro Mayfair, atravessa o Hyde Park — onde por alguns momentos nos sentamos num banco à beira do lago The Serpentine e ouvimos mais árabe do que propriamente inglês — e termina no encantador bairro de Belgravia, com seu Pantechnicon, praças, ruelas, um dos menores pubs de Londres (Nag’s Head) e mews, que eram as antigas entradas para os estábulos das casas.
Depois de tanto Chinatown e Pizza Hut, enfim fomos provar da comida de botequim, ou melhor, the best British pub food and drink, no Taylor Walker: os deliciosos hambúrgueres da casa (não industrializados) como só os britânicos sabem fazer.
Enfim o sol saiu pra valer, sem ventos frios, sem chuvas súbitas. Despedida de Londres e da viagem.
De manhã, National Gallery, um de nossos museus de arte favoritos, por mostrar a evolução cronológica da pintura (do século XIII ao início do século XX), organizada pelos diferentes países ou mesmo regiões/cidades, de forma equilibrada, sem privilegiar nenhum país ou escola específica. Além disso, os ingleses desenvolveram uma museologia interativa, didática, com explicações claras, objetivas e interessantes (ainda por cima em inglês, língua que “todo mundo” entende) não só sobre as escolas artísticas, mas também sobre cada quadro. Tudo está bem explicadinho.
Depois de lanchar nas escadas de Trafalgar Square, fomos andando (vendo coisas e tirando fotografias no caminho) até o impressionante (pela imponência arquitetônica e pelo acervo descomunal) British Museum, que já havíamos visto detalhadamente na viagem anterior, onde nos limitamos a algumas antiguidades gregas — aqui mostradas como foram encontradas, ao contrário do Pergamonmuseum, onde as ruínas antigas foram reconstruídas com acréscimo dos elementos faltantes — e à fascinante arqueologia funerária egípcia. Triste destino das múmias, preservadas para garantir uma vida pós-morte, hoje expostas à curiosidade das multidões.
Depois fomos dar tchau ao Palácio de Westminster, tchau London Eye (a gigantesca roda-gigante onde nunca tivemos coragem de subir — a vista do alto da St. Paul’s nos satisfez), tchau Rio Tâmisa, tchau Trafalgar Square, tchau Leicester Square (diz-se Lester Square) e tchau estátua de Eros no Piccadilly Circus, que voltou a nos flechar.
Quebramos a cara tentando comer de novo num pub: depois das nove da noite eles não servem mais comida. Tivemos que nos contentar com um hambúrguer de um restaurante italiano, servido numa ciabatta e acompanhado (entre outros ingredientes) de rúcula.
O Centro de Londres sempre lotado, mesmo às onze da noite de domingo. A cidade embriaga, você não consegue voltar para casa cedo. Carpe diem!
Deixamos o hotel cedo para pegar nosso voo das 13:15 de volta ao Rio. A viagem de metrô até o Aeroporto de Heathrow (Piccadily Line) é demorada. O aeroporto é um mundo. São cinco terminais, e num mesmo terminal uma espécie de metrô interno faz a ligação entre as áreas de embarque. Decolam de lá por semana 1800 aeronaves: quase onze por hora. Dá para perceber o intenso tráfego aéreo, a série de aviões decolando, um atrás do outro, quando se está na Trafalgar Square ou no Hyde Park. Diante dessas estatísticas não dá mais para ter medo de andar de avião (embora, segundo meu amigo Márcio Steinbruch, na hora que o avião entrar numa dessas “tesouras de vento”, você vai esquecer rapidinho as estatísticas).
Uma última dica: com a taxação sobre operações com cartão de crédito no exterior, a melhor pedida é ativar seu cartão de débito para poder usar os serviços Maestro e Cirrus no exterior. Fale com seu gerente.
Depois de seis semanas sem notícias do Brasil (no news is good news), o que nos aguarda?
Mais fotos de Londres você encontra no meu álbum do Picasa.
Mais fotos de Londres você encontra no meu álbum do Picasa.










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