CINCO DIAS EM SÃO PAULO: IMPRESSÕES, ATRAÇÕES, DICAS & PASSEIOS

"Quando não se tem dinheiro pra ir a NY, cabe uma visita a SP." 
Jacques B. Gros


A São Paulo já fui dezenas, senão mais de uma centena de vezes quando criança, adolescente e depois adulto para visitar vovó e titia, a serviço pela RFFSA (foi lá a implantação pioneira do SIAPES), para fazer a "corte" à minha atual esposa, ao casamento do meu irmão que se tornou paulistano. Mas desta vez quis ir diferente. Quis ir a Sampa como se vai a Paris ou Londres, como turista, ficando em hotel, cumprindo uma programação de visitas a pontos turísticos. Como faço quando viajo à Europa, pesquisamos as atrações na Internet: endereços, horários. Procurei metrôs mais próximos (a fama dos engarrafamentos paulistanos me levou a evitar deslocamentos por terra) e, quando não tão próximos assim, estudei no Google Maps (usando por vezes o Street View) rotas a pé, pois é caminhando que se conhece e aprecia realmente uma cidade. Do rio a Sampa a clássica viagem de ônibus dos velhos tempos. Como faço na Europa nos últimos anos, hotel budget da Rede Accor perto de uma estação de metrô: Ibis Budget, Rua da Consolação, 2303 ("Excelente relação custo/benefício, hotel magnificamente situado na região da Consolação/Paulista e ainda por cima perto do metrô, o que numa cidade famosa pelos engarrafamentos como Sampa é fundamental!", escrevi no Trip Advisor). Seis noites a 1054 reais = 176 reais/dia = 51 euros/dia, igual na Europa. 


RESUMO DA PROGRAMAÇÃO

Terça-feira, 7 de julho: VIAGEM

Quarta-feira, 8 de julho
·    Museu da Imigração - Rua Visconde de Parnaíba, 1316 - pertinho metrô Brás - 9 às 17 - 6 reais
·    Museu da Casa Guilherme de Almeida - R. Macapá, 187 - Perdizes - 1,2 km do metrô Hospital das Clínicas  10 às 18 - ver também Santuário na Av. Dr. Arnaldo, 1832

Quinta-feira, 9 de julho
·    Teatro Municipal (metrô República) - 11h, 15h e 17h (inscrições às 10 horas)
·  Edifício Banespa - Rua João Brícola, 24 - 10h às 15h (estava fechado para manutenções)
·     Terraço Itália - Avenida Ipiranga, 344 - visita grátis 15h às 16h
·  Museu Histórico da Imigração Japonesa - Rua São Joaquim, 381 - Liberdade (metrô São Joaquim) - 13:30h - 17:30h

Sexta-feira, 10 de julho
·     Cemitério da Consolação - 9.30 - Estação Paulista (visita previamente agendada pela Internet)
·       MASP
·       Casa das Rosas - Av. Paulista, 37 - 10-22h

Sábado
·      Beco do Batman - Rua Gonçalo Afonso e Rua Medeiros de Albuquerque – Vila Madalena - metrô Vila Madalena - (andar 1,5 km: Rua João Moura - Rua Abegoaria - Rua Gerard David - Rua Medeiros de Albuquerque - ver Google Maps); dali ir a pé à
·       Feira Benedito Calixto (sábado de 9 às 19h)

Domingo
·     Fundação Ema Klabin - Rua Portugal, 43 - Jardim Europa - tel. 3062 5245 (ligar para saber se está aberto; quando fomos, não estava) - 3,2 km do metrô Trianon Masp - descer Alameda Casa Branca, pegar Rua Bolívia à direita, atravessar Praça América, prosseguir pela Rua Peru, pegar a Rua Colômbia à esquerda até a Rua Portugal (pertinho fica o Museu da Imagem e do Som e na Rua Colômbia passa o ônibus 179 para o Anhangabaú e outros locais) - 14 às 17
·      Igreja N.S. do Brasil - Praça de mesmo nome, pertinho da Fundação.

Segunda-feira - VOLTA

DIÁRIO DA VIAGEM
Quarta-feira, 8 de julho

Teatro Municipal
O Teatro Municipal é mais ou menos da mesma época do carioca (1911 versus 1909 e, como este e tantos outros mundo afora, inspira-se na ópera Garnier, embora o fausto da casa de ópera parisiense seja inigualável. Enquanto o Municipal carioca foi construído como parte da modernização da Capital Federal, o paulistano foi bancado pelos barões do café e em termos de luxo e esplendor não fica muito atrás. Destaque para o salão nobre, os elementos art nouveau inexistentes na versão carioca e o estofamento vermelho na plateia e balcão nobre que lhe dá um aspecto semelhante ao de Paris.


Estofamento vermelho

Banespa

O Edifício Banespa está com as visitas ao terraço temporariamente suspensa devido à manutenção, mas valeu a pena a ida pelas fotos embaixo sob a garoa paulista (que chove mas não molha, em momento algum sentimos precisão de abrir o guarda-chuva) e por uma grata descoberta: a tradicional doçaria portuguesa Casa Mathilde que apregoa existir desde 1850, mas que na verdade surgiu em terras portuguesas e não sei como nem quando veio parar em Sampa (chegando em casa procurarei na Internet).




Gosto de dizer que Sampa é uma cidade pujante. Um formigueiro humano. Da banca de jornais, passando pelo sanduíche de mortadela do Mercado Municipal às estações de metrô, tudo é descomunal. Além disso, os balconistas não ficam de papo nem atendem com ar de preguiça (como sói acontecer no Rio), os ônibus andam na sua pista e não ficam ziguezagueando. Os carros param na faixa para os pedestres atravessarem, o espírito é realmente de trabalho e ganhar dinheiro e comprar seu carro (a demagogia e populismo petistas aqui não têm vez).


Em todas as metrópoles o visitante procura a visão do alto: do Corcovado, da Torre Eiffel, da Saint Paul. Com o Banespão fechado, resta o Terraço Itália. Restaurante caro e sofisticado, mas das 15 às 16 o terraço e aberto para visitas gratuitas dos menos abonados. Lá fomos nós. Impressionante o mar de prédios que se descortina do alto (42o andar). Prédios por todos os lados. Uma única área verde maior. A vida urbana levada ao paroxismo.



O Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil, com três andares de exposição no 7o, 8o e 9o andares de um prédio, dá uma ideia (para quem estiver interessado) da imigração japonesa para nossas terras desde seus primórdios, no final do século XIX, que tantas contribuições trouxe a agricultura, fruticultura, floricultura e outras culturas (bem como gastronomia) de nosso país. Afinal São Paulo abriga a segunda maior colônia japonesa fora do Japão, superada apenas por San Francisco (ouvi dizer certa vez, se estou errado me corrijam). Fim de tarde, jantar chinês no bairro japonês da Liberdade, o clássico frango xadrez com amendoins e legumes.

Clássico da culinária chinesa

Quinta-feira, 9 de julho

Feriado municipal, dia da Revolução Constitucionalista de 1932. Primeira parada: Estação Brás, rumo ao Museu da Imigração. Pega-se a saída do metrô que dá para a via férrea (Rua Domingos Paiva - ver Google Maps), pega-se a direita e anda-se uns cem metros, atravessa-se uma velha passarela de ferro sobre a linha do trem e do lado de lá surge o Museu, instalado na antiga Hospedaria de Imigrantes do Brás, construída de 1886 a 1888, onde os recém-chegados eram recebidos e acolhidos antes de prosseguirem rumo aos seus novos locais de trabalho (geralmente vinham com uma carta de chamada de um parente já aqui radicado ou com um contrato de trabalho na lavoura, cafeeira muitas vezes. (NOTA: Aos sábados, domingos e em alguns feriados, de hora em hora entre 11 e 16, pode-se fazer por 15 ou 20 reais o passeio no Trem Cultural dos Imigrantes, pertinho do Museu, mas que nada tem a ver com ele.) 


Museu da Imigração

O Museu, ao contrário do da Imigração Japonesa, tradicional, segue um conceito interativo, multimídia, com projeções, instalações, depoimentos, vídeos (como o da língua portuguesa, que visitamos em viagem anterior). A imigração para o Brasil, conquanto não atingisse as dimensões daquela para os EUA (3,4 milhões versus 35 milhões no período 1820-1914), foi importante para o país, contribuindo para nossa formação cultural, culinária, paisagem humana, sem falar na criação de bairros étnicos inteiros, ou mesmo cidades e regiões.

 Exposição "Cartas de Chamada de Atenção" com depoimentos de imigrantes africanos recentes

Após um café da manhã no Starbucks — ao sair de manhã a gente come uma barrinha de cereais e só toma o café da manhã na hora do almoço, come uma guloseima no meio da tarde e de noite vai jantar  nossa próxima parada foi a estação de metrô Hospital das Clínicas, de onde caminhamos pouco mais de um km até o Museu Casa Guilherme de Almeida (Rua Macapá, 187, Perdizes: siga pela Av. Dr. Arnaldo em frente ao cemitério, dobre à direita na Rua Cardoso de Almeida, depois pegue a Macapá - ver Google Maps). Feliz coincidência visitar, no dia da Revolução Constitucionalista, a casa de um personagem que aderiu com tanto entusiasmo a esse movimento paulista pela volta à normalidade constitucional. 


Museu Casa Guilherme de Almeida

De Guilherme eu já sabia que traduziu uma seleção das Flores do Mal (livro que possuo) e o Max und Moritz de Wilhelm Busch, mas na visita guiada à sua casa nos surpreendemos com sua profusa atuação como jornalista, intelectual e ativista pro-Sampa (é dele uma tradução do clássico If de Kipling). Com a morte de Guilherme a viúva, Baby, vendeu a casa, moderna, de 1956, ao Estado, o que proporcionou a nós, a plebe ignara, a rara oportunidade de conhecer uma bela residência de um bairro nobre paulistano, pois nas outras casas de mesmo naipe ninguém nos convidará a entrar. (Sobre sua casa o autor escreveu a deliciosa crônica "A Casa da Colina" que você pode ler neste blog clicando aqui.)

De lá descemos a Rua Almirante Pereira Guimarães e Avenida Arnolfo Azevedo (ver Google Maps) até o Pacaembu, quase sem ver vivalma nas ruas pois paulistano só anda de carro, e em frente ao velho estádio - serendipity - aficionados expunham carros vintage, entre eles muitos Fuscas. 


Dodge Charger R/T em frente ao Pacaembu

No estádio fica o Museu do Futebol, que não visitamos, mas entrei um pouquinho dentro do estádio. Depois subimos uma das ruas colina acima rumo à Angélica, caminho que eu fazia amiúde na adolescência quando visitava a vovó, que morava na Angélica, e ia passear no Pacaembu.

Pacaembu

Descanso no hotel e sanduíche imenso na Bella Paulista (peça só um, é enorme, dá para dois) e um rolê pela vida noturna da Augusta e Paulista.

Sexta-feira, 10 de julho

As nove e meia eu havia agendado uma visita guiada ao Cemitério da Consolação, mas ao chegarmos na Administração a funcionária fez cara de espanto e depois saiu-se com a história de que a pessoa que nos mostraria o cemitério teve um "problema de família muito sério" e não veio trabalhar, embora o fato de que ontem foi feriado e hoje é sexta me fez desconfiar de que o motivo não foi bem esse. Mas encontramos o grupo do Sesc que estava ontem na casa do Guilherme de Almeida e pegamos carona no final da visita guiada deles. Grandes personagens da política e intelectualidade paulistas repousam lá, e a administração fornece um guia de visitação, algo que o São João Batista até hoje não providenciou. Ademais, a arte funerária transforma os cemitérios dos ricos e afamados em museus a céu aberto. E a lembrança de que pulvis es et in pulverem reverteris nos torna mais humildes e nos dá uma dimensão mais real da vida (que deve, portanto, ser bem aproveitada).



Arte funerária

À tarde o MASP. Vir a São Paulo e não ir ao MASP e como ir ao Rio e não ver a praia. Três anos atrás eu escrevera sobre esse museu: "inacreditável, nível de museu europeu, não existe nada que se lhe assemelhe ao sul do Equador." Desta vez estavam expostas obras evocativas de Paris, impressionistas na maioria, e um panorama da pintura italiana, com clássicos do acervo do MASP como a Ressurreição de Rafael e a Madona de Bellini.


A virgem com o Menino de pé abraçando a mãe de Giovanni Bellini (1480-90)

No fim de tarde a Casa das Rosas, uma das poucas casas que restaram na avenida paulista, tombada e transformada em Centro Cultural. Fica aberta até as 22, mas hoje excepcionalmente fechou as seis pois abrigaria um evento, de modo que vimos correndo e não deu para fazer uma visita guiada.

Casa Das Rosas ao anoitecer
Sábado, 11 de julho

Dia de chuva (que com o passar do dia foi amainando). Pegamos o metrô até Vila Madalena e depois fomos descendo (Rua João Moura - Rua Abegoaria - Rua Gerard David - Rua Medeiros de Albuquerque - ver Google Maps) até o Beco do Batman, uma ruela com muros e casas grafitados em alto estilo. 


Beco do Bataman

De lá descemos (tudo a pé) até o Cemitério São Paulo, o contornamos à esquerda e fomos até a Feira da Praça Benedito Calixto, uma mescla de feira de artesanatos, brechó e feira de antiguidades tipo a da Praça XV carioca, com discos, câmeras fotográficas antigas, canetas, bibelôs e bugigangas em geral, além de uma praça de alimentação. De lá caminhamos pela Cardeal Arcoverde até a Estação Clínicas, mas em vez de pegar o metrô seguimos a Dr. Arnaldo à esquerda até o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, onde a monumentalidade do templo, um noviço tomando os votos de franciscano secular e o hino a Nossa Senhora regaram nossa um tanto mirrada sementinha da fé  embora, como racionalista, eu tenha fortes prevenções à religião constituída, com seu histórico de fanatismo e perseguições, por outro lado não comungo da visão materialista dos cientistas hodiernos e creio na existência do mistério sob o véu.


Igreja do Calvário, em frente à Praça Benedito Calixto

Paróquia Nossa Senhora de Fátima

Tentamos a visita guiada na Casa das Rosas, mas só agendando antes (telefone 11-3285 6986; educativo@casadasrosas.org.br), de modo que Mi (paulistana) me levou para conhecer o "lado B" de Sampa, num percurso de ônibus: o velho Brás, com que eu já havia travado conhecimento na visita ao Museu da Imigração, o bairro (pouco arborizado, meio sujo, maltratado) com tradição de receber os imigrantes, em cujo coração a Igreja Universal plantou um colosso (valorizando e revitalizando uma área de velhas fábricas falidas, abandonadas): o Templo de Salomão, construção descomunal, com altíssimas colunas, que pretende reproduzir o antigo templo dos judeus, destruído pelos babilônios, e que até do embaixador de Israel extraiu palavras de admiração (como consta na Wikipedia).


Templo de Salomão, um colosso no Brás

Depois, ainda no Brás, percorremos todo um "bairro" boliviano que, com sua comida de rua preparada em grandes tachos cheio de óleo escuro, lembrou minhas aventuras pelo Altiplano nos anos 80. A atividade dos bolivianos aqui gira em torno de pequenas confecções caseiras que suprem os mercados populares, presumo. Depois percorremos um trecho da avenida onde imigrantes africanos (sobre os quais vimos uma mostra no Museu da imigração) mascateiam todo tipo de roupas. Interessante (e isto já observáramos em Paris) como os nossos negros, após séculos de miscigenação, já não se parecem com os negros africanos. Reabastecemos nossos organismos num restaurante de massas chinesas que parece relativamente novo, recomendadíssimo pelas seções de restaurantes das revistas, que produz suas próprias massas numa cozinha visível atrás de um enorme vidro e que serve porções generosíssimas e deliciosas. De bater palmas de pé. (Trata-se do Rong He, Rua da Glória, 622, Liberdade.)


Yakisoba (vem com uma tesoura para você cortar os macarrões)

Domingo, 12 de julho

Longa caminhada (uns 4 km) de nosso hotel até a Fundação Ema Klabin, no Jardim América. Gostamos muito da casa da irmã, Eva Klabin, aqui no Rio, na Lagoa, com seus quadros, estatuetas, artes decorativas, jardim e achamos que a casa de sua irmã paulistana deveria ser ainda mais suntuosa (e vista de fora é maior mesmo trajeto: Avenida Paulista, após o Parque Trianon pegar à direita a Alameda Casa Branca, depois a Rua Bolívia à direita, atravessar a Praça América, prosseguir pela Rua Peru, pegar a Rua Colômbia à esquerda até a Rua Portugal - veja no Google Maps). 


São Paulo guarda a porta da Igreja de N.S. do Brasil, com fachada barroca 
Quase chegando lá, vale a pena dar uma entrada na Igreja de Nossa Senhora do Brasil, talvez a mais bonita da cidade, construída na década de 1940, com fachada copiando as igrejas barrocas mineiras, com a peculiaridade das balaustradas das torres lembrando minaretes, capelas e altares profusamente decoradas com azulejos azul cobalto como nos templos portugueses, e afrescos no teto da nave copiando os da Capela Sistina, além do afresco do céu estrelado sobre o altar-mor. 



Teto imitando a Capela Sistina

Em frente à casa de Ema aos domingos ocorre uma feira de antiguidades (de verdade, não bugigangas) e tapetes persas. Quanto à casa propriamente dita, estava fechada por alguns dias para conservação, devendo reabrir logo. Fica para a próxima. Tarde livre, perambulando pela Paulista (com leitura de revistas na enorme Livraria Cultura no Conjunto Nacional), a "orla" paulistana, com seus (aos domingos) ciclistas, skatistas, artistas de rua, hippies vendendo artesanato, jovens de rostos lisos ainda não marcados pelos vincos da vida, casais de namorados (alguns do mesmo sexo), gente descolada, gente comum etc.

À noite, repetição do yakisoba na mesma casa de massas chinesas de ontem.

E para não dizerem que só falei de flores: há um excesso de pedintes e moradores de rua por toda Sampa, os faróis de travessia de pedestres levam uma eternidade para abrir (alguns requerem que se aperte um botão que poucos lembram de apertar), a estação Paulista fica na Consolação e a estação Consolação, na Paulista, e  supremo pecado de São Paulo  a praia mais próxima está a sessenta quilômetros de distância.


Antiga mansão de 1905 do barão do café Joaquim Franco de Mello, uma das poucas remanescentes na Avenida Paulista. Para mais informações sobre as velhas mansões da Paulista clique aqui.

NOTA: Mais fotos da viagem a Sampa você encontra aqui. Para outras postagens sobre São Paulo clique no label abaixo.

9 comentários:

Roger Chadel disse...

Muito interessante essa visão de São Paulo por um carioca. Gostei. Quem sabe não me animo e faço algo do gênero no Rio? Com base no seu guia, claro!

Isabel Vidigal disse...

Oi Ivo, tudo bem? Muito legal seu artigo! Mas esse casarão aí não era dos Matarazzo, não, a mansão dos Matarazzo era mais próxima à Av. Brig. Luiz Antônio, na calçada oposta e foi demolida para fazerem um shopping. Essa daí foi habitada até uns 15 anos atrás, quando seu dono morreu. "Esta mansão ainda está na Avenida Paulista, 1919 entre as Ruas Padre João Manuel e Alameda Ministro Rocha Azevedo, foi a residência de Joaquim Franco de Mello e foi construída em 1905. O responsável pela obra foi Antonio Fernandes Pinto. O Casarão hoje em dia pertence aos decendentes do Barão do Café Joaquim Franco de Mello". http://beleza-e-natureza.com.br/as-mancoes-da-avenida-paulista-a-cem-anos/

Márcio disse...

Complementando a informação da Isabel, a mansão dos Matarazzo ficava na esquina da Av. Paulista com a Rua Pamplona. Até meados da década de 1970 a Maria Pia Matarazzo morava lá, numa espécie de anexo. Na década de 1980 a então prefeita Luiza Erundina tentou desapropriar a casa para transformá-la no "Museu do Trabalhador" (?!). Os herdeiros conseguiram reverter a decisão e demoliram a casa.

Ivo Korytowski disse...

Isabel, obrigado por apontar meu erro, já fiz a devida correção.

Cecilia Bartalotti disse...

Muito bom. É interessante que a gente vai à Europa e anda quilômetros pelas cidades sem necessidade de carro e acha que aqui em São Paulo é impossível fazer isso. Mesmo levando em conta as diferenças entre deslocamentos em turismo e na vida cotidiana (com pressões de horário e etc.), é bom ver por esse ângulo. (postado no Facebook e transposto para cá pelo editor do blog)

Jamil Damous disse...

Ótima ideia visitar São Paulo como turista. Excelentes roteiro e diário. Vou usá-los como guia na minha próxima viagem a Sampa. Valeu! (postado no Facebook)

Adriana Marcolini disse...

Caro Ivo, é verdade: paulistano (talvez a maioria) só sabe andar de carro. Muitos ainda me olham com cara de espanto quando digo que não tenho um e nem quero ter...Ja tive carro por muitos anos, mas depois de morar em Buenos Aires, percebi o quanto nao só o paulistano, mas o brasileiro em geral ainda està atrasado nesse quesito... Sao Paulo poderia ter um fluxo bem menor de carros se os paulistanos deixassem a preguiça e o preconceito em casa e se deslocassem com as proprias pernas e usassem mais o transporte público. Muitos argumentam que não o fazem porque o transporte publico é ruim. Mas convenhamos... quanto menos gente usar, menor serà o poder de pressao para exigir uma melhora! Os paulistanos também veriam a propria cidade com outros olhos e poderiam economizar o dinheiro da academia de ginastica e da gasolina, além de reduzir a poluiçao. O carro é util, mas deve ser usado com racionalidade, e nao como se fosse uma extensao do ser humano.

Ivo Korytowski disse...

Adriana, alguns bairros de São Paulo são tão agradáveis que o paulistano não sabe o que está perdendo por não passear por eles. E andar no transporte público não é pior do que ficar preso num engarrafamento. E o transporte público paulistano nem é tão ruim assim, a rede de metrô é enorme (comparando com o Rio) e os ônibus são bem mais civilizados que os nossos, cariocas.

Anônimo disse...



BELEZA DE ARTIGO! VALE A PENA VOLTAR A SAMPA E APRECIAR TANTAS COISAS QUE, NAQUELA "CALDEIRÃO" DE GENTE, PISTAS ENLOUQUECIDAS E PRÉDIOS MULTIFORMES DEIXAMOS DE PERCEBER.
PARABENS, IVO.