O livro, que nas primeiras cem ou duzentas páginas empolga pela originalidade, genialidade, pela fusão de elementos eruditos, ibéricos, com a cultura popular nordestina, etc., pelos muitos causos narrados, acaba cansando o leitor devido à extensão desmedida, repetitividade, constante embate ideológico esquerda versus direita (neste quesito o romance é atual), um narrador delirante "monarquista de esquerda" que se julga o legítimo pretendente ao trono brasileiro, derramamento de sangue e violência excessivos (parece que o autor tem obsessão pela palavra "sangue", que figura mais de quatrocentas vezes na obra, conforme contagem do meu Kindle).
O leitor que persiste na esperança de um final revelador se decepciona. A história é tão rocambolesca, com tantos personagens, que fica difícil montar uma boa síntese na cabeça (ou no papel).
Esta foi a minha impressão, que registrei nas avaliações da página do livro na Amazon. Dei nota 3. A maioria dos leitores deu nota 5, resultando em uma média de 4,8. Esta minha impressão negativa em nada reduz a grande admiração que nutro pelo Ariano Suassuna e sua atuação em prol da cultura brasileira. E adoro seu Auto da Compadecida. Se você discorda de mim deixe seu comentário.

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